O conteúdo que "para de pé" é o que vai sobreviver à era da IA Generativa.

O conteúdo que "para de pé" é o que vai sobreviver à era da IA Generativa.
Lara Silbiger

Em 2025, parei para conversar com a Lara Silbiger e, mais uma vez, a vida me provou que conteúdo não é sobre preencher espaço, é sobre construir reputação.

A Lara é editora executiva da MIT Sloan Management Review Brasil e tem uma bagagem pesada em jornalismo e relações públicas. Enquanto a gente falava sobre a transição do SEO tradicional para o AIO (AI Optimization), um estalo aconteceu: a gente não pesquisa mais, a gente pergunta.

E se a usuário pergunta, a resposta precisa "parar em pé".

Muitas vezes, na ansiedade de agradar o algoritmo, entregamos textos vazios, que atendem aos requisitos técnicos mas deixam a leitora mais perdida do que quando entrou. Com a IA generativa lendo contexto, esse tipo de conteúdo já não tem mais espaço.

Três lições para a sua estratégia de conteúdo

Aqui estão três lições que anotei no meu caderno (e que você deveria levar para a sua estratégia):

  • A IA é sua parceira, não sua substituta: use para produtividade e cruzamento de dados, mas não abra mão do senso crítico e da curadoria humana. Se você faz melhor que a máquina, faça você.
  • Transparência gera confiança: se usou IA no processo, conte para a sua leitora. No jornalismo e no marketing, a ética é o que mantém o vínculo quando o algoritmo muda.
  • Originalidade é o novo "furo": escrever rápido todo mundo escreve com um prompt. O que diferencia você é o insight de especialista, a profundidade e aquela perspectiva que só quem viveu o problema consegue dar.

O futuro é o SEO humanizado

No fim das contas, SEO humanizado é entender que, por trás de cada busca, existe uma pessoa buscando autoridade e credibilidade.

Você tem dado respostas que sustentam a sua marca ou está apenas seguindo o fluxo?


FAQ - SEO, Jornalismo e Inteligência Artificial

1. O que é AIO e como ele difere do SEO tradicional? O SEO foca em ranquear em buscadores como o Google através de palavras-chave. O AIO (AI Optimization) foca em otimizar conteúdos para serem citados por Modelos de Linguagem (LLMs), como o ChatGPT e o AI Overviews do Google, priorizando contexto, autoridade e menções de marca.

2. Como a IA impacta a velocidade da informação no jornalismo? A rapidez já não é o maior diferencial, pois qualquer um pode gerar textos rápidos com IA. O valor agora está na profundidade, na interpretação dos fatos e na capacidade humana de trazer insights originais que a máquina ainda não consegue replicar sozinha.

3. É necessário avisar o leitor quando um conteúdo é gerado por IA? Sim. A transparência é um pilar fundamental para manter a credibilidade e a confiança do público. No jornalismo, ser claro sobre o uso de ferramentas tecnológicas no processo produtivo é uma questão de ética e respeito ao interlocutor.

4. O que significa um conteúdo que "para em pé"? É um conteúdo de alta qualidade, aprofundado e original, que se sustenta mesmo sob a análise de contextos feita pela IA generativa. Conteúdos superficiais, criados apenas para "agradar o algoritmo" sem valor real, tendem a perder relevância nesse novo cenário.

5. Quais habilidades são essenciais para comunicadores na era da IA? As competências críticas humanas são as mais valiosas: curiosidade para fazer boas perguntas, senso crítico para checagem de dados (fact checking), criatividade e empatia para construir narrativas que gerem conexão real.