O SEO não morreu (ele parou de aceitar desaforo)

O SEO não morreu (ele parou de aceitar desaforo)

Ontem eu parei para refletir sobre quantas vezes já tentaram decretar o velório do SEO. Se o SEO fosse um gato, ele já estaria na sua nona vida — e ainda assim, encontraria um jeito de ranquear o próprio renascimento.

Recentemente, bati um papo incrível com a Laura Bernardes, gerente de marketing na Nominal. Ela compartilhou um case que me fez dar um sorriso de canto de rosto: bater a meta épica de tráfego anual em pleno mês de setembro de 2025, enquanto ela estava offline, curtindo um evento em São Francisco!

Isso é a maior promessa do conteúdo: ele trabalha (e converte) enquanto a gente dorme. Mas, para chegar nesse nível de "paz de espírito algorítmica", não existe milagre. Existe casa arrumada.

Nada quebrado, nada fora do lugar

Quando a Laura entrou na Nominal, ela encontrou o que muitas de nós enfrentamos: um cenário de "puxadinhos" técnicos. Páginas deletadas sem redirecionamento, erros 404 para todo lado e um índice de indexação que era um verdadeiro grito de socorro.

A lição aqui é preciosa para qualquer redatora ou gestora: antes de querer inventar a roda com o novo "hype" da Inteligência Artificial, certifique-se de que o básico não está sangrando. Auditoria não é a parte mais glamourosa do nosso trabalho, mas é ela que garante que o Google não nos veja como "anti-heróis".

O "Content Pruning" e o pedido de desculpas ao Google

Sabe aquele ex-namorado que aparece prometendo que mudou?. Às vezes, o nosso domínio precisa fazer exatamente isso com o Google. A Laura aplicou o content pruning — a poda de conteúdo — em um domínio novo. Embora não seja a recomendação padrão para sites jovens, era necessário.

Eram textos gerados por IA sem nenhum critério, sem introdução, sem alma.. Ao otimizar o que restou e focar no E-E-A-T (Experiência, Expertise, Autoridade e Confiança), ela mandou uma mensagem clara: "Eu mudei e agora entrego valor real".

A era do "Answer Engine Optimization" (AEO)

A gente não busca mais como buscava em 2010. Hoje, as LLMs (como o ChatGPT e o Gemini) estão filtrando a informação para o usuário. A Laura trouxe um conceito que eu amei: em vez de apenas perseguir palavras-chave de alto volume, foque em tópicos.

O SEO moderno — ou AEO — é sobre responder dúvidas reais.. É construir sentenças que a IA entenda (sujeito + predicado + objeto), mas que o humano sinta prazer em ler. Porque, no final do dia, robôs não compram nada. Quem converte são pessoas.


FAQ: Desmistificando o SEO e a IA

1. O que é esse tal de Content Pruning? É o processo de "podar" o seu site. Você analisa conteúdos que não performam, estão desatualizados ou são irrelevantes e decide se vai otimizá-los, unificá-los com outros posts ou simplesmente deletá-los (com o devido redirecionamento, claro!).

2. Como a IA muda a forma como escrevemos para SEO? A grande mudança é sair da "neurose" da palavra-chave exata e focar na intenção de busca e em tópicos semânticos. O Google e as LLMs agora buscam autoridade e respostas diretas. Escreva parágrafos que façam sentido sozinhos, mas mantenha a fluidez para o leitor humano.

3. O que é o fator E-E-A-T e por que ele importa? E-A-A-T significa Expertise, Experiência, Autoridade e Confiança. O Google quer saber se quem escreveu o texto realmente entende do assunto. Por isso, ter páginas de autor bem estruturadas, com bio profissional e link para o LinkedIn, é fundamental para o ranking.

4. Vale a pena fazer comparação direta com concorrentes no blog? Lá fora, isso é muito comum e agressivo. No Brasil, ainda somos mais conservadores, mas criar tabelas comparativas e responder "por que escolher a minha marca e não a outra" atende diretamente a dúvida do usuário no momento da compra.